passeio de van na sexta

On November 16, 2008, in Uncategorized, by athanazio
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Na ultima sexta-feira saindo tarde do trabalho fui testemunha de coisas assutadoras … =) como de costume quando nao volto de carona com minha rainha, vou de van, e como sempre aguardando a providência de Deus, para não ser levado por algum motorista muito doido, embarco na primeira em direção ao maior shopping das redondezas.

Esta viagem foi especial, pra começar o sujeito precisou que o povo que “guarda” o ponto da van empurrase a dita cuja para pegar no tranco, e eu comedido que sou, me controlei para não dar uma zoada, afinal de contas o cara ia me levar até em casa, e é igual a garcom, ser que não deve ser ofendido em hipótese nenhuma.

Após alguns berros de não pega de ré, uns thung thung nheco nheco, a mulher ao meu lado desesperada enfiando as mãos no rosto, e pensando é hoje que morro a van partiu, leve e solta presidente vargas afora.

Um fato que estava me incomodando era o sujeito, entenda sujeito como piloto, que a cada 30 segundos deslocava a cabeça para o meio da van num tique nervoso assombroso que parecia estar olhando pro lado ao invés de olhar pra frente, e a mulher ao meu lado jah tinha percebido e quase tinha um treco a cada tique do sujeito, era ele dar uma viradinha e eu perceber a mulher se tremendo toda ao meu lado.

fora algumas aventuras como voar sobre buracos, freiadas bruscas, bate papo com o co-piloto … e a minha vizinha que jah beirava um ataque de nervos, tudo foi bem e cheguei em paz no meu destino, ainda com a possibilidade de salvar um guarda-chuva que um dos passageiros tinha feito o favor de fechar a porta em cima e fazia um irritante barulho de plec plec.

me despedi com a celebre frase:

Ae, coloquei o guarda chuva debaixo do teu banco…

e a nobre resposta do piloto-com-tiques-que-soh-pega-no-tranco

valeu guerreiro !

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geração espontânea

On June 26, 2008, in Uncategorized, by athanazio
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Ocolega M. Orosco escreveu este texto, a partir do nosso papo de maluco de um dia de chuva, veja soh que legal…

Geração Expontânea

O dia amanheceu ensolarado. A luz entrou pela fresta da cortina, refletiu no espelho e …. direto no meu rosto. Virei para o lado, decidido a ignorar o calor que agora me aquecia a nuca, e tentei continuar dormindo. Provavelmente, por alguma terrível conspiração cósmica, o rádio-relógio despertou.

No rádio uma mulher se esgoela cantando uma música Gospel, efetivamente capaz de ressucitar os mortos…. provavelmente para fugirem dali, para conseguir paz em outro lugar. Suspiro e me lembro, a moça que limpa o apartamento tinha vindo no dia anterior e, como sempre, mudou a estação do rádio e aumentou o volume. Toda quarta-feira eu me arrependo de ter tirado o relógio da mesinha de cabeceira, do meu lado da cama, e ter posto na escrivaninha, do outro lado do quarto, para me impedir de desligá-lo no “automático” e perder a hora de levantar. Levanto, com aquela cara meio zumbi, meio morto-vivo, grunindo coisas incompreensíveis, que nem mesmo eu entendo, com uma coceira insana em algum lugar do meu corpo que eu não consigo localizar, descordenadamente coço tudo que as minhas mãos conseguem alcançar, na esperança e alcançar aquele impreciso lugar, e desligo o relógio.

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