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	<title>Athanazio &#187; chuva</title>
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	<description>Nada é Simples, Mas Tudo é Possível</description>
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		<title>mais aguas de março</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Mar 2010 21:33:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>athanazio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[continua chovendo pra caramba &#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>continua chovendo pra caramba &#8230;<br />
<img src="http://www.athanazio.com/wp-content/uploads/2010/03/mais-agua-de-marco.jpg" alt="" title="mais agua de marco" width="450" height="338" class="alignnone size-full wp-image-2488" /></p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>chove lah fora</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 16:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>athanazio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><a href="http://www.athanazio.com/wp-content/uploads/2009/12/chuva-pra-carmaba.jpg"><img src="http://www.athanazio.com/wp-content/uploads/2009/12/chuva-pra-carmaba-450x300.jpg" alt="chuva pra carmaba" title="chuva pra carmaba" width="450" height="300" class="alignnone size-medium wp-image-2395" /></a></p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>presidente vargas chuvosa</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 20:26:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>athanazio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje apos algum furduncio que ocorreu pelas bandas da uruguaiana, que deve ter sido um incêndio, temos chuva ! o que me faz lembrar a pergunta de todos nós : &#8220;alguém já viu um filhote de pombo ?&#8221;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p><a href="http://www.athanazio.com/wp-content/uploads/2009/11/chuva-na-presidente-vargas.jpg"><img src="http://www.athanazio.com/wp-content/uploads/2009/11/chuva-na-presidente-vargas-450x299.jpg" alt="chuva na presidente vargas" title="chuva na presidente vargas" width="450" height="299" class="alignnone size-medium wp-image-2258" /></a><br />
Hoje apos algum furduncio que ocorreu pelas bandas da uruguaiana, que deve ter sido um incêndio, temos chuva ! o que me faz lembrar a pergunta de todos nós : &#8220;alguém já viu um filhote de pombo ?&#8221;</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>retorno das férias</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 19:40:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>athanazio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[deveria ser proibido voltar de férias numa sexta-feira chuvosa =)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>deveria ser proibido voltar de férias numa sexta-feira chuvosa =)</p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>geração espontânea</title>
		<link>http://www.athanazio.com/2008/06/26/geracao-espontanea/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 22:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>athanazio</dc:creator>
				<category><![CDATA[camelô]]></category>
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		<description><![CDATA[Ocolega M. Orosco escreveu este texto, a partir do nosso papo de maluco de um dia de chuva, veja soh que legal&#8230; Geração Expontânea O dia amanheceu ensolarado. A luz entrou pela fresta da cortina, refletiu no espelho e &#8230;. direto no meu rosto. Virei para o lado, decidido a ignorar o calor que agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>Ocolega M. Orosco escreveu este texto, a partir do nosso papo de maluco de um dia de chuva, veja soh que legal&#8230;</p>
<p style="margin-bottom: 0in;" align="center"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Geração Expontânea</strong></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> </span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">O dia amanheceu ensolarado. A luz entrou pela fresta da cortina, refletiu no espelho e &#8230;. direto no meu rosto. Virei para o lado, decidido a ignorar o calor que agora me aquecia a nuca, e tentei continuar dormindo. Provavelmente, por alguma terrível conspiração cósmica, o rádio-relógio despertou.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> No rádio uma mulher se esgoela cantando uma música Gospel, efetivamente capaz de ressucitar os mortos&#8230;. provavelmente para fugirem dali, para conseguir paz em outro lugar. Suspiro e me lembro, a moça que limpa o apartamento tinha vindo no dia anterior e, como sempre, mudou a estação do rádio e aumentou o volume. Toda quarta-feira eu me arrependo de ter tirado o relógio da mesinha de cabeceira, do meu lado da cama, e ter posto na escrivaninha, do outro lado do quarto, para me impedir de desligá-lo no “automático” e perder a hora de levantar. Levanto, com aquela cara meio zumbi, meio morto-vivo, grunindo coisas incompreensíveis, que nem mesmo eu entendo, com uma coceira insana em algum lugar do meu corpo que eu não consigo localizar, descordenadamente coço tudo que as minhas mãos conseguem alcançar, na esperança e alcançar aquele impreciso lugar, e desligo o relógio.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span id="more-1056"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Me viro e me dirijo para o banheiro. Do centro daquela confusão mental que me acomete toda manhã, uma voz se elevou dentro de mim: “muda a porra da estação ou você vai acordar com essa gritaria amanhã também!”. Avalio a minha vontade de urinar e, meio a contra-gosto, me arrasto de volta até o relógio. </span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Merda! Pra que lado o som abaixa? Sempre me esqueço&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Giro o botão do volume, posiciono o seletor de estação na proximidade de estação razoavelmente segura, e religo o rádio. Como sempre, girei o botão de som, para o lado errado. Xingo, abaixo o som, e, mais desperto, consigo localizar a estação que gosto, e desligo o rádio. Sem dúvida&#8230;. o dia já começou.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Puxo a cortina e um sol radiante, invade o quarto. O céu de um azul claro e intenso sem uma única nuvem, anuncia um dia quente e sem chuva. Me volto na direção do banheiro, de passagem pela minha pasta, largada em cima da escrivaninha, tiro o guarda-chuva. O laptop já é peso suficiente para ser carregado, pra lá e pra cá.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> O dia corria normal, banho, café, e metrô, a cada estação entrando mais e mais pessoas. Puxo a pasta para a frente do corpo. Já não preciso mais me preocupar em me segurar. Tem tanta gente dentro do vagão, que já é impossível se mexer. Próximo da estação que tenho que saltar, viro o corpo, me desencaixo do meu lugar, e sou empurrado pelo fluxo que sai do carro. </span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">Na gare da estação, paro e respiro, me sentindo satisfeito por ter espaço para fazer aquilo.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> C</span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">aminho na direção do escritório, um desses prédios altos, a fachada com vidros fumê e concreto aparente. Uma seqüência de prédios muito parecidos e modernos, com entradas largas em granito. Todos muito parecidos&#8230; parecidos até demais para quem ainda tem problemas de sincronizar as idéias no meio daquela névoa que parece flutuar dentro da minha cabeça. Olho, de esguelha, para cada entrada, à medida que vou passando por elas. A cada entrada repito um movimento errático, com a intenção de entrar no prédio e retorno&#8230; ainda não é esse! Passo por mais uma entrada, repito o movimento, dessa vez parece ser a entrada correta. Imagens conhecidas confirmam que entrei no prédio certo. O porteiro mau-encarado, que me ignora e não responde ao meu cumprimento de bom-dia; mas corre, arreganhando os dentes num arremedo de sorriso, para segurar a porta do elevador para uma morena provida, até em excesso, de carnes. Sou um homem metódico&#8230; no dia que o porteiro me desejar bom-dia, me viro e saio do prédio&#8230;.. com certeza entrei no errado.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Sento à minha mesa, ligo o computador e uma enxurrada de e-mails corporativos invadem a tela: re-certificação do curso de segurança corporativa, re-certificação do curso de etiqueta corporativa, re-certificação do curso&#8230;.. todos eles são anuais, mas posso jurar que todo dia aparece uma mensagem sobre uma re-certificação diferente, mas tão igual à do dia anterior que fica difícil determinar com certeza quais as que eu já fiz ou não</span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">. Mas não tem problema, o banco de dados corporativo cuida disso e só me manda fazer os cursos devidos, embora, algumas vezes, eu sinta aquele vago sentimento de estar fazendo os mesmos cursos várias vezes, todos os dias pelo menos um!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> O vidro fumê, com cortinas, associado com luz fria e correta, na intensidade certa, do interior do escritório, faz o tempo estancar. Aqui as horas sempre são iguais, sempre a mesma luz, a mesma congelante temperatura</span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> e o burburinho constante das pessoas conversando sobre as coisas do dia-a-dia do trabalho e da vida. O dia segue, as horas vão passando, e um som grave, como um estrondo, me arranca das entranhas das entranhas terríveis daquele mundo multicolorido da tela do meu computador e me joga de volta à minha cadeira, à minha baia, perdida no meio de tantas outras no escritório. </span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> </span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">Empurro a cadeira. Olho na direção das janelas. A luz que filtra pelos pequenos buracos da cortina não parece muito radiante. Já é quase hora do almoço. Levanto, caminho até a janela, abro algumas folhas da persiana e olho para cima, procurando visualizar, através do vidro fumê, uma nesga de céu. Sintomaticamente, o que deveria ser a nesga de céu, se parecia com a continuação do vidro fumê. Minto! Uma parte mais escura do vidro fumê.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Outro estrondo. Me vejo, como num filme em câmera lenta, abrindo a pasta, pela manhã</span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">, e retirando de dentro dela o guarda-chuva, o sol inundando o quarto, o céu limpo e azul! Abro e levanto a persiana, fico ali parado meio desconsolado, esperando a chuva cair.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> </span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">Athanazio pára ao meu lado e também observa o movimento na rua, enquanto a chuva começa. Apesar de todo vidro fumê e altura, conseguimos ouvir distintamente os camelôs apregoando seus guarda-chuvas:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- familhão é dez, familhão é dez.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Outra voz replica a primeira:</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- automático é cinco, automático é cinco.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR"> Com o nariz quase colado no vidro, sem me virar, falo pro Athanazio:</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Impressionante esses caras.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- é&#8230;</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- tenho a teoria de que eles vem embutidos nos pingos de chuva. Caiu o primeiro pingo já aparece um gritando: “familhão é dez!”, continuando a chuva começam a aparecer os outros gritando: “automático é cinco”!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- besteira! Na realidade eles ficam desidratados, entranhados no calçamento da rua. Começa a chover eles se reidratam e já começam a gritar. O processo é bem rápido, dá até a impressão de que eles vem embutidos nas gotas de chuvas&#8230;&#8230; mas é uma ilusão!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- será?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- tenho certeza!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- não sei.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- então como é que eles somem quando o sol aparece?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- é&#8230;. não tinha pensado nisso!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">- ‘tô te falando&#8230;. eles se desidratam novamente e ficam ali no calçamento, esperando a próxima chuva. Os que gritam: “familhão é dez” são os que se hidratam e se desidratam mais rápido. Os dos “automático é  cinco” demoram um pouco mais a aparecer, mas também demoram mais a desaparecer. Se o chão fica úmido, eles ficam zanzando por aí.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- hummmm!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- se não fosse assim&#8230;.. eles continuariam a aparecer indefinidamente enquanto a chuva caísse. Imagina se cai um temporal, não ia sobrar espaço pra mais ninguém andar na rua!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- vai ver eles flutuam no ar e são trazidos pelas primeiras gotas de chuva, e só tem aqueles. Por isso eles param de aparecer depois de um certo tempo de chuva.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- hummmm!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- mas concordo com você! Eles se hidratam e reidratam.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- outro dia eu cuspi no chão e já surgiu um gritando: “familhão é dez”, mas desapareceu rapidinho&#8230;. afinal&#8230;.. não estava chovendo e ele se desidratou rapidinho.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Ficamos ali, com nossos narizes quase encostados no vidro. Foi uma pancada de chuva rápida. O sol parece que acordou do seu cochilo e reclama exclusividade no firmamento, expulsando as nuvens.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- familhão é dez! Familhão é dez!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- automático é cinco! Automático é cinco!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">- ‘tá esquentando&#8230;. – falou </span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">Athanazio.</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">- é &#8230;. eles já estão sumindo</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- automático é cinco! Automático é cinco!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- agora vão começar a surgir os outros.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- é&#8230;. mas precisa esquentar mais um pouco.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Exáticos, observamos a rua com o olhar perscrutrador de um cientista, acompanhando o desenrolar do seu experimento.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- ômidiferro dubrado! Ispidireici, é o novo!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- já apareceu o primeiro!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- é&#8230;..</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- automático é cinco!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">- esses são uma típica aplicação de energia solar!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- hummmm!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- quando o sol sai eles brotam e começam a gritar.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- ahhhh! Então você acha que esses também ficam entranhados no calçamento da rua?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- claro! Só que são de uma espécie totalmente diferente&#8230;.. precisam de sol para aparecer. Apesar de serem mais persistentes, tem uma vida mais curta.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- como assim?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- você nunca reparou?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- o que?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- aquele ali está oferecendo os DVDs piratas do Homem –de-ferro e do Speed Racer! Daqui há pouco vai surgir um gritando: “Indiana Jones, eu tenho”!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span lang="pt-BR">- Indiana Jones, eu tenho!</span></span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- olha lá, já apareceu o primeiro!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- pois é! Depois de algum tempo eles somem e aparecem outros. Da mesma família, é óbvio, mas estão sempre variando o que eles gritam. Os dos guarda-chuvas são mais duradouros&#8230;.. são sempre os mesmos&#8230;.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- “familhão é dez” e “automático é cinco”&#8230;.. talvez essa temporalidade deles explique essa dificuldade de falarem direito os nomes dos filmes.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- é&#8230;. eles não tem tempo de aprender a articular corretamente os títulos.</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- hummmm!</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- vamos almoçar?</span></span></p>
<p style="margin-bottom: 0in;" lang="pt-BR"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- vamos&#8230;. não esquece de fechar a cortina!</span></span></p>
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		<title>coisas da chuva</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2006 13:08:00 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="HOTWordsTxt" name="HOTWordsTxt"><p>veja como ficou este carro perto do metrô de maria da graça &#8230; ( ooo lugarzim molhado)<br />
<img src="/wp-content/_carro_depois_da_chuva.jpg" width="250" height="187" alt="" title="" /></p>
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