escola bíblica dominical – 17 set 2006
Quando pensamos em anunciar as boas novas, normalmente somos levados a compor determinados modelos em nossas cabeças, modelos estes que na maioria das vezes estão associados a uma forma de pensar, ou ainda numa forma de encarar o receptor da nossa mensagem.
Algumas formas de evangelização, levam em conta uma responsabilidade do indivíduo em realizar a salvação do outro indivíduo que esta recebendo a mensagem, mas o mais estranho quanto a isto é que Jesus, a origem da boa nova, disse que seria de outra maneira, conforme vemos no evangelho de João capítulo 16 versículo 8
Quando ele [o Espírito Santo] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: 9 do pecado, porque não crêem em mim; 10 da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; 11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.
Em momento algum vemos o indivíduo convertendo ninguém, vemos pessoas sendo intrumento para oferecer explicações, ou ainda serem o mecanismo para que outros manifestem o que o ES (Espírito Santo) planta nos corações, vemos No livro de Atos o relato de Filipe quando o mesmo foi orientado pelo Espírito Santo a ir ao encontro do Eunuco.
Atos 8:30 Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías e perguntou: Compreendes o que vens lendo? 31 Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.
Comunicar o Evangelho não é uma cantada rápida, ninguém esta convidando ninguém para “ficar”, para dar uns beijos na boca e tchau. decisões não são coisas de estalo, o ES vai convencendo as pessoas, nós como Paulo falou somos cartas vivas que mostram este evangelho com nossas próprias vidas
2Coríntios 3.3 estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações.
Estas cartas vivas devem estar prontas a com humildade oferecer uma vida que cultua a Jesus a cada momento, porque como alguém já disse, e não canso de repetir, a vida são os momentos.
Quando levamos em consideração a recomendação de 1Pedro 3.15
… antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós,
Percebemos a necessidade de estar prontos a responder, prontos a mostrar de forma prática , qual a razão da nossa esperança, o que nos faz viver, o que nos faz em meio a tantas tribulações viver um vida que procura a Deus.
Saindo da toca
Pois bem com todos estes conceitos sabidos e entendidos que nosso papel é o de comunicar o evangelho, e mostrar com nossas vidas, não somente com ações de marketing, como folhetos, cartazes entre outros, mas principalmente com nossas ações e reações, surge uma pergunta que não quer calar : COMO MOSTRAR NOSSAS VIDAS SE SOMENTE NOS RELACIONAMOS COM OS IGREJEIROS ?
Será que queremos o partir do pão somente para nós ? será que somos sábios demais e os “outros” não tem nada para nos ensinar ? será que somos os “crentes” limpos e os “ímpios” somente tem sujeira para nos dar ?
Diz em Mateus 5.14-16
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; 15 nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16 Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.
Somos a luz do mundo, temos de ter CONTATO para que as pessoas possam ver a luz, e o ES opere em seus corações, temos de conhecer e ser conhecidos das pessoas, ninguém tem um discurso pronto, na verdade nenhum de nós está pronto, mas Deus pode ajudar a cada um de nós em nossas fraquezas e nos permitir, mostrar não pessoas perfeitas, nem mostrar expectivas que somos perfeitos (porque não somos), mas mostrar a realidade nua e crua do evangelho:
a realidade de que somos fracos,
como qualquer outra pessoa, mas que temos uma relação
de dependência com Deus !
a cada momento que decidimos evangelizar de verdade, quando nos dispomos a ter contato com as pessoas, não um contato momentâneo, mas contatos mais longos, neste momento aprendemos o que Boff diz em seu livro Nova Evangelização que sempre que evangelizamos somos evangelizados, trocamos, nos colocamos de coração aberto a vivenciar esta relação entre fracos, entre dependentes, aprendemos juntos, porque na verdade … como bem disse Paulo Freire : “Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre”
slide e livro indicado


