Introdução
O propósito deste trabalho é discutir a relação entre espiritualidade e misericórdia, em especial a misericórdia necessária (ou não), perante situações extremas. Iniciaremos refletindo sobre o significado do termo espiritualidade, seguido do conceito de misericórdia e das posições defendidas pelos autores citados, e por fim propondo algumas questões para discussão.

Compreender que atendemos a Deus com nossas vidas é excelente, a maioria de nós tem feito isto, mas a expectativa é de fornecermos mais, quando o pedido do Senhor é “Misericórdia e não sacrifício” (Oséias 6.6; Mateus 9.10-13), ele nos pede soluções de misericórdia e não que simplesmente peguemos os sacrifícios da prateleira.
Aplicar misericódia demanda assumir riscos, tomar decisões, muitas vezes dizer não para seus desejos de satisfação pessoal, e para suas crenças mais profundas nas formalidades. Os fariseus conheciam de cor e salteado seus preceitos, e regras ritualisticas que criaram para na verdade se sentirem mais santos, isto como o Apóstolo Paulo cita em carta a igreja em Colosos, não passa de falsa humildade e culto de si mesmo (Colosenses 2.20-23) e com certeza não tem efeito nenhum contra a sensualidade.

A Misericódia acontece quando alguém comete algo de errado, e deve ser punido, e decidimos não punir, ou ainda não revidar – a misericódia só acontece quando há injustiça – E aplicar a misericórdia é a real manifestação de amor, pois amar os que nos fazem bem, não passa de uma reação natural, para tal o convite de João 13.35 “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”, nos desafia a compreender e aplicar a misericórdia. Com esta visão estaremos considerando algumas possibilidades a respeito do tema.

1. Conceitos
1.1 Espiritualidade
A opinião do dicionário sobre a palavra espiritualidade(1), remete a uma visão tão somente transcendente, contudo a leitura dos trextos bíblicos nos conduz para uma outra visão, uma visão relacional, onde a relação não deve ocorrer tão somente no plano metafísico, mas também no plano físico. Experimentado pelos Fariseus, Jesus resumiu os mandamentos em somente dois, apresentados em ordem de importância mas com semelhante valor:

“A isto ele respondeu: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Lc 10.25-27) veja também em Mt 22.37-39; Mc 12.28-34

Alguns textos(2), citam claramente que a relação com Deus se dá no cumprimento dos seus mandamentos, sempre citados no plural, entendido de forma muito clara que os mandamentos extrapolam o metafísico, e se derramam sobre as relações humanas. Quando Jesus falou Fariseus sobre este assunto, eles não tiveram dúvidas quanto ao mandamento em si, tiveram dúvidas sobre a forma, ou de forma mais específica, questionaram quem era o “próximo” de quem Jesus falava. Vemos portanto que o conceito Espiritualidade se apoia sobre duas colunas, a coluna da relação com o metafísico e a coluna das relações humanas, considerando assim, incompleta ou em construção. Visões de espitirualidade que façam uso de somente um dos dois mandamentos.

1.2 Misericórdia
O dicionário explica a palavra misericórdia como prática de bondade, ou benefício a um sofredor(3). E o texto bíblico mostra vários momentos em que a misericordia ocorre, seja a de Deus, seja a humana na prática, ou ainda o convite para que a humana ocorra.

1.2.1 Misericórdia Divina
Diversos textos falam da misericordia divina, contudo algumas características podem ser destacadas a respeito da misericórdia de Deus:

  • é eterna (Ex 20.6,34.7; Dt 5.10; Dt 7.9; 1Cr 16.34; Sl 23.6, 103.17, 136.17,24), as expressões: “para todo sempre”, “todos os dias de minha vida”, “até mil gerações”, “dura para sempre”, mostram que o aspecto temporal não influenciam a duração ou continuidade da misericórdia divina.
  • é manifesta para os que tem uma relação de obediência com Deus ( Sl 103.17, Ex 20.6, Dt 5.10, 7.9, Dn 9.4), através das expressões : “ guardam a sua aliança e os seus testemunhos”, “que me amam e guardam os meus mandamentos”, e outras, demonstram a condicionalidade da misericórdia divina, demonstrando assim que apesar da mesma ser oferecida e possível a todos, a porta de entrada, ou efetivação desta misericórdia passa por uma atitude de obediência, ou pela criação de um relacionamento com a fonte da misericórdia.

1.2.2 A Ira divina
Além da manifestação da misericórida divina, é descrita também a manifestação da ira divina, que poderia ser identificada por oposição aos textos expostos, considenrando os não obedientes como não recebedores da misericórdia divina. Em que implica não receber esta misericórdia ? Uma ausência de relacionamento com Deus, ou seja Deus estaria apático ou sem contato com os que não se relacionam com Ele através da obediência ? O texto bíblico demonstra que não, que não existe a posição intermediária, ou neutra, ou o indivíduo esta recebendo a misericordia ou estará recebendo a ira, veja em Êxodo 34.7 : “…que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!”.

Além desta relação com os desobedientes, é demonstrada também uma relação com os opositores aos obedientes, contudo nestes textos estes não são classificados como “desobedientes”, mas são classficados como “oponentes”, veja:

Salmos 136.17 àquele que feriu grandes reis, porque a sua misericórdia dura para sempre;
Salmos 136.24 e nos libertou dos nossos adversários, porque a sua misericórdia dura para sempre;
Êxodo 34.24 Porque lançarei fora as nações de diante de ti e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra quando subires para comparecer na presença do SENHOR, teu Deus, três vezes no ano.

1.2.3 convite a misericordia humana
Uma visão simplista sobre a misericórdia, enfoca simplesmente nos textos em que somos convidados a agir com misericórdia, deixando de lado outros textos em que outras atitudes são consideradas como participantes do cardápio cristão de conduta. Considerando os textos abaixo:

  • Oséias 6:6 Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.
  • Oséias 10:12 Então, eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao SENHOR, até que ele venha, e chova a justiça sobre vós.
  • Mateus 5:7 bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
  • Mateus 9:13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício. Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.
  • Mateus 12:7 Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.
  • Mateus 18:33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti ?

Vemos diversos convites a atitude misericordiosa, mas a dúvida que paira no ar é a maneira de aplicar tal misericórdia. Duas formas podem ser destacadas com respeito a aplicação:

  • Redução de penalidade – considerando desta forma, o convite é para amenizar as conquências que um culpado teria em face a uma atitude errada, vale citar Mateus 12:17 onde afirma que se houvesse misericórdia inocentes não seriam condenados, entende-se desta forma que os culpados são condenados mesmo com a presença da misericórdia.
  • Extinção de penalidade – O texto de Mateus 18:33 oferece uma parábola para ilustrar a extinção de penalidade mesmo com a culpa existindo.

1.3 espiritualidade em ação
Compreender espiritualidade como manifestação inseparável dos dois mandamentos, indica a necessidade de uma prática responsável, que possa tanto ouvir o clamor do pobre, como diz em Provérbios 21.13 “O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido”, quanto aguardar pelo Senhor, como diz em Provérbios 20.22 “Não digas: Vingar-me-ei do mal; espera pelo SENHOR, e ele te livrará”. Mas o grande desafio é combinar estes elementos que aparentemente são areia e óleo, que insistem em não se manter juntos, ainda que parece contraditória tal combinação, esta é a real espiritualidade em ação, a que busca constantemente uma solução divino-humana para as questõies da vida.

2. A crise
A vida é cheia de momentos fantásticos, de momentos cheios de vida e alegria, contudo nem só de pétalas é feita a rosa, existem espinhos no caminho, encruzilhadas onde exigem de nós uma decisão.
Alguns pensam que os tempos modernos trouxeram questões como a violência, o vício e a prostituição como pragas anunciadoras do fim dos tempos. Sinto informar que estas pragas e outras como a guerra e outros conflitos são bem antigos, humanos matam humanos já faz muito tempo.

Por muitas vezes preferimos não pensar sobre, ou nem mesmo falar sobre o assunto, por receio de algum “mau agouro”, ou simplesmente com medo de materializar as palavras, numa infantilidade que por muitas vezes não assumimos, deixando de lado a reflexão sobre o que fazer frente a algumas desgraças cotidianas.
Esta é um esforço para classificar as crises, visando auxiliar na discussão de como agir perante cada uma delas. Considerando os atentados contra a vida, imediatos ou não, como objetos desta classificação.

2.1 Momentos da crise
A classificação será realizada de acordo com o momento do encontro com a crise, idenpendente do seu possível ou real dano, ou das pessoas envolvidas pois para considerar tais itens teríamos outro tipo de classificação com respeito ao impacto que não está sendo abordada. Crises cotidianas serã o tomadas como exemplo visando despertar a reflexão sobre as posturas a serem adotadas, ou não.

2.1.1 Pré-crise
Esta classificamos desta forma quando o temos contato com a crise, de forma antecipada, sabendo notícia ou recebendo uma ameaça da sua eminente ocorrência. Por exemplo, vemos um homem ameaçando de agredir uma mulher em público, ou ainda temos notícia que um de nossos filhos foi ameaçado pelo grandalhão violento da escola, avisando que irá espanca-lo.

2.1.2 Durante a crise
Quando somos impactados com a existência imediata da crise, o fato está se consumando, usando os exemplos anteriores, Presenciamos um homem espancando uma mulher em público, ou ainda presenciamos ao buscar um de nossos filhos na escola, um grandalhão espancando a criança.

2.1.3 Pós-crise
Tomamos conhecimento do fato já ocorrido, já consumado e encerrado, ainda usando os exemplos anteriores, encontramos uma mulher ferida por agressões sofridas e tomamos conhecimento do agressor, ou ainda encontramos um de nosos filhos machucado por ter sido agredido por um grandalhão conhecido por ser sua violento.

2.1.4 Crises Cíclicas
Por vezes é difícil identificar se estamos vivenciando o momento antes, durante ou depois da crise, pois por vezes estamos bem no olho do furação, com crises encadeadas ocorrendo uma atrás da outra, ligadas como consequência, ou ainda ligadas por não ter havido algo que interrompesse o ciclo de acontecimentos.

3 Relacionamento com a crise
O ponto central da discussão de como se relacionar com as crises sejam pré-crises, o durante, o pós-crise ou ainda as cíclicas, é se devemos ou não intervir de maneira física para impedir ou interromper a ocorrência da crise.

3.1 Razões para o confronto
Bonhoeffer, em seu livro Ética na página 46, fala sobre o bom que decide permitir ao homem que siga sua própria sorte, e compara esta postura coma a postura do “malvado” , ainda que a postura do bom possa ser considerada mais nobre, contudo muito se assemelha pelo pobreza de ações com a prática do malvado.

Ou seja o ausentar-se de uma crise em andamento, mostra-se tão cruel, quanto o causador da crise, pois não somos expectadores desta vida, somos convidados de Deus, para influenciar de forma positiva o mundo em que vivemos, mas pergunta que surge é : até aonde devemos ir ? Desta forma somos levados a refletir sobre a afirmação de Bonhoeffer na página 92: “Só pode haver eliminação de vida alheia com base em necessidade absoluta”. Tal afirmação transfere para os humanos a reponsabilidade de decidir em alguns momentos se uma vida será tirada ou não em favor de outras, tal decisão apesar de muitas vezes parecer absurda, é necessária, em alguns momentos de crise, ainda que a decisão seja de eliminar a própria vida.

3.2 Quem decide quem será eliminado ?

No filme Eu, Robô dirigido por Alex Proyas, vemos VIKI um computador designado para controlar a segurança do prédio da fábrica de robôs e designado para gerenciar estruturas de segurança de uma futura Chigago em 2038. Este computador supostamente baseado nas 3 leis da robótica

1 – um robô não pode ferir um ser humano ou permitir que um ser humano corra perigo. 2 – um robô deve obedecer as ordens de um ser humano, a menos que tais ordens estejam em conflito com a primeira lei. 3 – um robô deve proteger sua própria existência, contanto que isso não esteja em conflito com a primeira ou a segunda lei.

As três leis da robótica, podem ser apresentadas como exemplo proposição de comportamento, criadas por Isaac Asimov (1920-1992)

toma a decisão de aprisionar os humanos sob o argumento de que os mesmos não sabem lidar com suas liberdade e vivem se matando e gerando problemas. O computador usou uma lógica muito objetiva para determinar que para a segurança de alguns humanos outros poderiam ser aniquilados e ainda assim haveria vantagem pois menos pessoas seriam mortas. Desta forma VIKI encontrou uma forma de se convencer que poderia exterminar alguns humanos em favor dos outros, mas a pergunta é quem decidiria que seres humanos são uma ameaça aos outros ? A própria VIKI ? Ou alguns robôs em ação ? No filme aparentemente o próprio robô em ação parecia poder decidir sobre vida ou morte da pessoa que se opunha a ordens dadas.

Esta situação fictícia remete aos limites para a aplicação da misericórdia, ou ainda se existem limites para a mesma. Seriam os causadores de dor, opressão ou qualquer outra agressão a vida merecedores de nossa misericórdia ? Apesar de num primeiro momento, rejeitarmos a argumentação de VIKI, ao analisarmos cuidadosamente os fatos, especialmente quando na balança dos argumentos são colocados pessos pessoais, os argumentos não parecem tão absurdos. E ficamos com o problema para resolver: Quem deve decidir sobre a eliminação ou não de um indivíduo que esteja oferecendo perigo a outros ? Para responder a esta pergunta caminhamos para estabelecer valores de indivíduos, estabelecendo uma cruel contabilidade que é aplicada em situações de guerra onde determinado percentual de alguns batalhões, de antemão é sabido que não voltará, e por alguns líderes terem mais valor, elimina-se alguns menos valiosos em favor de um equilíbrio de contas.

3.3 Evitando o confronto
Com respeito a adoção de meios físicos, Segundo Galileia, Em a Espiritualidade da Libertação, na página 13 diz :

Na luta social, nas terfas libertadoras, o perigo é que “os outros” sejam – na prática – inimigos. A isto se chega rapidamente, senão há valores morais, assegura um destes cristãos. “Por isso, é necessário uma irrupção do trascendente, do Evagelho, na vida pessoal do crente. Isro a oração realiza. De outra forma, converte-se em um pragmático, sem valores, ou se assimila, sem mais, a ética da praxis Marxista-leninista. Inclusive, há casos em que se cai mais baixo que o não-crente.

Levanta o perigo de nos entregarmos a soluções puramente seguidoras do segundo mandamento ou ainda que somente escute o clamor do pobre e não escute o clamor de Deus por um coração misericordioso.

Ricardo Barbosa de Souza, em O Caminho do Coração, página 112, ressalta a postura dos “padres do deserto”:


O processo de acomodação no qual a Igreja instalou-se após a conversão de Constantino ao cristianismo (Séc IV), e especialmente após a aliança firmada entre a igreja e o Estado, levou os cristãos preocupados com os ideais primitivos a buscarem uma nova forma de espiritualidade e vida comunitária, na qual os ideais da religião, como por exemplo a renuncia, encontrassem novamente seu lugar e significado. O Monasticismo foi como já vimos um movimento de contracultura, tanto fora como dentro da própria igreja.

Vemos que em frente a crise religiosa da época, alguns escolheram se retirar não de forma corvarde como alguns possam imaginar, mas com uma postura de não colisão, buscando uma alternativa, evitando a rota de colisão eminente, esta parece ser uma boa alternativa para as situações de pré-crise.
Vale ressaltar que esta ação de contracultura, gera ressultados até hoje, enquanto que ações de conflito geralmente buscam resultados imediatos e ao longo do tempo são esquecidos.

Henri Nouwen, em A volta do Filho Pródigo, na página 95:

Tanto a confiança como a gratidão exigem a coragem de correr risco porque tanto a desconfiança como o ressentimento, querendo continuar a fazer parte do meu modo de ser, me previnem constantemente contra o perigo de abandonar meus cálculos cuidadosos e previsões reservadas. Em muitos pontos tenho que dar um salto na fé de modo a permitir que a confiança e a gratidão prevaleça: para escrever uma carta amiga a alguém que não me perdoe, dar um telefonema para alguém alguém que me tenha rejeitado, falar uma palavra que abençoe para agluém que não possa fazer o mesmo.

Fala deste desafio de agir de forma abencoadora para com uma pessoa que não pode retribuir, esta segundo Nouwen (página 150) é a vocação para pai do filho pródigo, que segundo ele deve viver de mãos estendidas e que tudo que há em nós resiste a isto.

Considerações Finais
Diante de argumentos que apatentemente são tão antagônicos, somos levados a refletir sobre a necessidade de manter o pêndulo o mais próximo do equilíbrio possível, mesmo sabendo que é da nossa natureza flutuar de um extremo ao outro, mantendo o pêndulo de nossas opiniões e atitudes ora de uma lado e ora de outro.

O desafio proposto é entender que em momentos devemos guardar as espadas, e optar por sermos presos, como Jesus o fez em seu momente de prisão, descrito em Mateus 26:51-56, em outros momentos adquirimos espadas , como citado em Lucas 22:36, que com certeza não seriam usadas contra animais noturnos, pois um gládio, não seriam muito eficiente contra um lobo por exemplo.

Entender a lição da espada, significa perceber que seja uma escolha ou outra, as consequências inevitavelmente virão, seja pela espada ou sem ela, a postura profética traz suas consequências, e que Deus nos ajude a tomar as decisões certas em cada momento, em cada crise, mantendo a misericórdia, e enfrentando as crises com a coragem para fazer ou não, o que for necessário.

Bibliografia
Bíblia Sagrada, versão Almeida Revista e Corrigida
BONHOEFFER, Dietrich – Ética, Compilado e editado por Eberhard Bethge, tradução Helberto Michel, 6a edição – São Leopoldo/RS – Editora Sinodal 2002, original de 1949.
NOUWEN, Henri J. M. – A Volta do Filho Ródigo, a história de um retorno para casa – traduçã oSônia R. Orberg – São Paulo – Paulinas – 1997 – coleção sopro do Espírito
SOUZA, Ricardo Barbosa de – O Caminho do Coração, Ensaios sobre a Trindade e a Espiritualidade Cristã – Curitiba – Ed. Encontro – 2002 – 4a edição
GALILEA, Segundo – Espiritualidade da Libertação – Petrópolis – Editora Vozes – 1975

Notas
(1) Espiritualidade: Qualidade do que é espiritual, característica ou qualidade do que tem ou revela intensa atividade religiosa ou mística; religiosidade, misticismo, elevação, transcendência, sublimidade
Espiritual: Concernente ao espírito; próprio do espírito ou a ele pertencente, ( p.opos. a material, 1temporal, corporal ou carnal)
, semelhante ao espírito; desprovido de corporeidade; imaterial
Dicionário Houaiss

(2) Jo 15.10 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço.”
1Jo 5.2,3 “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos…”

(3) sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça, acompanhado do desejo ou da disposição de ajudar ou salvar essa pessoa; dó, compaixão, piedade – ato concreto de manifestação desse sentimento, como o perdão; indulgência, graça, clemência – benefício que se presta a um sofredor; caridade (Dicionário Houaiss)